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Por uma Curaçá mais viva!


Por Alinne Torres
Jornalista e Professora de História

Sou moradora de Curaçá, mesmo que vindo aqui com intervalo de meses, e hoje amanheço com uma vontade de externar algumas observações.

Sempre que volto e passo a conversar com as pessoas, meus familiares, sinto e escuto os anseios de quem ainda espera por dias melhores. Acompanho a política de Curaçá desde a eleição de 1997. Eu era uma criança que saia com minha mãe e meu irmão para ouvir as propostas de candidatos a vereador e prefeito da época. Apostamos em mudar uma visão de quase 20 anos no poder. É, posso dizer que para aquele momento deu certo.

Não podemos negar que a cidade passou por fases de desenvolvimento, porém problemas de duas décadas, praticamente, continuam os mesmos: falta de calçamentos, de investimento para a cultura, de políticas públicas para as mulheres, idosos, homossexuais, crianças, vaqueiros, jovens, entre outros. A cidade parece estagnada em um tempo que não quer passar.

Saindo de Curaçá, morando em Juazeiro e agora Salvador pude constatar algumas coisas: Primeiro: outras cidades também tem os mesmos problemas que Curaçá, como os famosos políticos descompromissados. Segundo: A política ao invés de se tornar uma aliada do povo se transforma em sua inimiga. Terceiro: Curaçá oferece sim qualidade de vida. Aqui podemos ter amigos, nos sentimos seguros (as), as pessoas se preocupam umas com as outras, a cidade respira um ar de parentesco muito grande. Curaçá também é uma cidade limpa, comparando, por exemplo a Salvador, é organizada, tem escolas com professores geniais, estudantes e profissionais, de todas as áreas, excelentes.

Mas é em Curaçá que também vejo as brigas mais solenes no campo da política. E, falando como cidadã e não como militante, a mudança realmente, lá de 1997, está atrasada ou será que perdeu o rumo? O que presenciamos? Uma falta de honra enorme de quem se elegeu com o voto democrático e da maioria. Mas, também só não culpo as urnas. As pessoas também não se propõem a investigar, pensar, discutir e invadir espaços. Eu, uma sonhadora, começo a ter pesadelos quando vejo o tamanho do umbigo de quem ocupa cargos, que não passam de momentos, públicos na cidade.

E no meio de tanta desinformação, querelas eternas entre duas frentes partidárias, problemas graves como a poluição do Rio São Francisco, a defasagem das embarcações que fazem a travessia para a Ilha da Coroa, o empobrecimento do comércio local, a situação gritante da Casa de Apoio, em Salvador, bem como a fiscalização dos setores públicos, que na Lei são para nos servirem com qualidade e responsabilidade, ficam a míngua, são esquecidos, ou viram chacota.

Eu não quero mais uma Curaçá de "terra humilde e pequena", ao menos que Ela seja no sentido de acolher, ajudar quem aqui vive. Eu quero uma Curaçá que lute pelos seus moradores, que ofereça trabalho, conhecimento, oportunidade, renda, que cuide do Rio São Francisco e da Caatinga. Essa briga de vassalos e suseranos atrasa o pensamento moderno, livre, revolucionário, de uma vida melhor. Para finalizar, preciso lembrar que 2016 está próximo e até lá é interessante guardarmos as decepções, ao tempo que possamos reunir conhecimentos na esperança de alcançarmos, senão muitas, algumas transformações.

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