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Quinta do Seival – As vinhas sucessora da Revolução Farroupilha


Por José Figueiredo

É vencedor do primeiro concurso da Associação Brasileira de Sommelier-ABS/SP-1990, concurso chancelado pela Associação Internacional de Sommelier; vitivinicultor, pesquisador vínico no Brasil e no exterior, palestrante, documentarista de vinhos, autor do livro Ensolarado Sertão Magníficos Vinhos (Franciscana, 2011).

A sangrenta e vitoriosa batalha do Seival comandada pelo farroupilha Antonio Souza Netto, em setembro de 1836, contra as tropas de João da Silva Tavares, general do Império, foi um marco na revolução. Berço do brado de independência da República Rio Grandense, o palco da peleja continua fazendo historia, porem, agora história vínica. Tudo por que, em 1886, cinquenta anos depois, João Marimon, espanhol da Catalunha, iniciou o plantio de videiras no mesmo solo lavado pelo sangue dos 180 soldados imperiais mortos.

Na segunda década do Século passado, 1920, Marimon já cultivava o maior vinhedo particular do Brasil. Eram 28 hectares com 70 mil videiras de variedades francesas e híbridas, que renderam os primeiros fermentados nas margens do rio Jaguarão em Candiota, no Pampa gaúcho, batizados de Quinta do Seival.

Porem, a modernidade chegou pelas mãos da família Miolo quando comprou a propriedade na véspera da chegada do segundo Milênio, ano 2000. A Quinta do Seival foi, também, a porta de entrada, no Brasil, do grupo português Dão Sul. Em parceria com a Miolo  plantaram centenas de filas de videiras com diferentes  castas portuguesas. 

Os portugueses cruzaram o Brasil, e rumaram para o Vale do São Francisco, porem, deixaram para trás suas mudas como legado. Grandes vinhos começaram a brotar no Pampa, entre estes o Quinta do Seival Castas Portuguesas 2003, o primeiro exemplar produzido pela Miolo na Campanha Gaúcha, e estandarte dos vinhos daquela região.

Desta forma, a secular região da Campanha, na Quinta do Seival, jorra um mar de vinhas. No seu vinhedo brotam mais de 200 hectares cultivados com variedades de origens francesas e portuguesas, estampadas em 18 rótulos, consumidos pelo Brasil e o mundo, sendo o Reino Unido seu maior importador. E são destas vinhas as mudas  que estão sendo cultivadas para elaboração dos vinhos Vinum Sancti Benedictus, em Curaçá/BA, Vale do São Francisco,  vinhos   inovadores que vale muito a pena aguardar.

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